Fórum Nacional “O Futuro da Saúde do Brasil” reúne especialistas e debate os principais desafios da medicina brasileira
Evento promovido pelo SIMEPI reuniu representantes de entidades médicas, especialistas e profissionais de diferentes áreas para discutir SUS, valorização profissional, inteligência artificial, relações de trabalho e formação médica
O Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (SIMEPI) promoveu, no dia 21 de agosto, o Fórum Nacional – O Futuro da Saúde do Brasil, em Teresina. O encontro reuniu representantes de entidades médicas nacionais, especialistas, gestores e profissionais da saúde em uma programação científica voltada à discussão dos principais desafios e perspectivas para a medicina brasileira.
Ao longo do dia, os debates abordaram temas relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS), valorização da carreira médica, saúde suplementar, cooperativismo, relações de trabalho, terceirizações, inteligência artificial e educação médica.
A programação científica teve início com o Painel 1 – SUS do Futuro: Financiamento, Regionalização, Inovação e Valorização Profissional, conduzido pela moderadora Rita Virgínia, secretária-geral da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), e pelo secretário Otto Fernandes, presidente do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo e vice-presidente da FENAM.
Entre os temas discutidos esteve o piso salarial dos médicos e as perspectivas da carreira médica, com participação do Dr. Marlonei Silveira dos Santos, além da discussão sobre Organizações Sociais de Saúde no SUS, apresentada pelo Dr. Samuel Rêgo, vice-presidente do SIMEPI e diretor da FENAM.
Ainda durante a programação da manhã, o Fórum trouxe uma discussão sobre um dos assuntos que mais têm provocado transformações na medicina: a inteligência artificial. A conferência “Inteligência Artificial: Como as especialidades médicas serão afetadas?” teve como secretário Igor dos Santos Cavalcante e como palestrante o Dr. Itapuan Damásio de Sousa, médico intensivista e professor universitário.
Na sequência, o Painel 2 – O Papel da Saúde Suplementar e Complementar ampliou o debate para os diferentes modelos de assistência à saúde. Sob a moderação do Dr. Francisco Cavalcante, com Renato Soares Leal como secretário, foram discutidas as perspectivas do cooperativismo médico, com o Dr. Rodrigo Oliveira Pereira da Silva, presidente da Unimed Teresina, e o papel das Santas Casas no Brasil, tema apresentado pelo Dr. Luiz Ayrton Santos Júnior.
Relações de trabalho e futuro da profissão
No período da tarde, o Painel 3 – Os Desafios do Trabalho no Brasil colocou em discussão questões diretamente relacionadas à realidade dos profissionais da saúde.
A mesa foi moderada pela presidente do SIMEPI, Dra. Lúcia Santos, e teve como secretário o Dr. Felipe Silva de Vasconcelos, diretor de Defesa Profissional da FENAM e vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul.
O primeiro debate abordou direitos trabalhistas e as garantias para o futuro, com o desembargador Meton Marques, do TRT da 22ª Região. Em seguida, o Dr. Edmar Fernandes, presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará e diretor da FENAM, tratou das terceirizações e contratualizações na saúde.
Fechando o painel, o promotor de Justiça Marcelo de Jesus Monteiro Araújo, titular da 29ª Promotoria de Justiça de Teresina, abordou como o Ministério Público pode atuar nas terceirizações, trazendo ao debate a perspectiva da defesa coletiva da saúde pública.
Educação médica em debate
O último painel da programação científica foi dedicado aos Desafios da Educação Médica no Século XXI.
Moderado pelo Dr. José Figueredo Silva, o painel teve o Dr. Geraldo Ferreira Filho como secretário e reuniu discussões sobre formação, qualificação e os mecanismos de avaliação dos profissionais médicos.
O Dr. Júlio César Vieira Braga, presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, apresentou o tema “Exame Nacional de Proficiência Médica”. Na sequência, o professor titular da Universidade Federal do Piauí e membro da Academia de Medicina do Piauí, Dr. Viriato Campelo, falou sobre “Como anda a Formação Médica no Brasil”.
Ao final da programação científica, foi realizada a leitura e assinatura da Carta do Fórum, reunindo as principais reflexões e propostas resultantes dos debates realizados ao longo do encontro.
Um espaço para pensar o futuro
Ao reunir diferentes perspectivas sobre a saúde brasileira, o Fórum Nacional reforçou a importância de criar espaços permanentes de diálogo entre médicos, entidades representativas, especialistas e demais setores envolvidos na construção das políticas de saúde.
Para o SIMEPI, discutir o futuro da saúde significa olhar para questões que já fazem parte do presente, como a necessidade de valorizar os profissionais, fortalecer o SUS, aprimorar a formação médica, discutir novas tecnologias e garantir relações de trabalho mais justas, sempre tendo como prioridade a qualidade da assistência oferecida à população.
O Fórum Nacional – O Futuro da Saúde do Brasil consolidou, assim, um espaço de reflexão e troca de experiências sobre os caminhos que a medicina e o sistema de saúde brasileiro precisarão percorrer nos próximos anos.