O tesoureiro do Sindicato dos Médicos do Piauí, Renato Leal, esteve reunido com o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Pedro Leopoldino, para discutir o atraso na progressão dos médicos servidores vinculados à FMS. “Inicialmente, a Fundação enviou uma relação com o nome de 104 médicos que teriam direito à progressão, mas sabemos que esse universo é muito pequeno diante da realidade”, relata.    "A lei que institui a Carreira Médica foi criada em 2007. Isso leva a crer que todos já deveriam ter progredido, pelo menos por tempo de carreira”, explica a assessora jurídica do Simepi, Lílian Érica Ribeiro. Cerca de 800 médicos trabalham nos hospitais do município.    No próximo dia 10 de janeiro, a advogada tem reunião agendada com o Gerente de Gestão de Pessoal da FMS, Marcus Vinícius Carvalho, na qual ele apresentará o andamento dos trabalhos da comissão responsável por analisar a progressão dos servidores.    Caso a Fundação se recuse a conceder o benefício, o Sindicato dos Médicos entrará com uma Ação Judicial de Obrigação de Fazer junto à Vara de Feitos da Fazendo Pública. “O Sindicato exige apenas o cumprimento da lei sancionada”, ressalta a presidente da entidade, Lúcia Santos.   A mesma medida será adotada para exigir a progressão dos médicos vinculados à Secretaria Estadual de Saúde. “O Governo do Estado apresentou uma relação de 112 médicos que trabalham em regime de ambulatório e que seriam inicialmente beneficiados. No entanto, o Secretário de Administração, Tadeu Maia, se nega a conceder o benefício antes do próximo ano”, afirma Lílian Ribeiro.   Nesse caso, a assessoria jurídica do Simepi exige não apenas a progressão, mas o pagamento dos valores retroativos devidos.